As conquistas de Frederico Varandas, de 46 anos, não têm passado despercebidas lá fora e são agora destacadas por um dos maiores jornais desportivos de todo mundo: o francês L’Équipe.
Em vésperas de Sporting-PSG, em jogo a contar para a Liga dos Campeões, esta terça-feira, dia 20, às 20:00, o prestigiado título da imprensa francesa dedica um extenso artigo ao presidente dos leões, em que dá ênfase ao “milagre” augurado por Varandas desde a sua chegada à direção do clube, em 2018, após a invasão a Alcochete.
“Foi preciso pelo menos um médico militar, que esteve numa missão no Afeganistão, para realizar um milagre. O clube, que está em 14.º lugar na fase da Liga dos Campeões e receberá o Paris Saint-Germain na terça-feira, em Lisboa, não voltou do nada. O antigo médico militar reconstruiu o Sporting, clube que assumiu em ruínas em 2018, e tornou-se o seu presidente mais bem-sucedido”, pode ler-se num artigo da autoria do jornalista Régis Dupont, presente na edição impressa do L’Équipe desta segunda-feira.
“O clube tinha iniciado uma espiral descendente a tal ponto que qualquer um, exceto Frederico Varandas, lhe teria dado a extrema-unção, quando o 43.º presidente do Sporting se inclinou sobre a sua cama no verão de 2018. A 15 de maio, a invasão do centro de treinos de Alcochete por cerca de 40 ultras, que chegaram a confrontar os jogadores no balneário, foi o ponto de viragem. Poucas semanas depois, o presidente Bruno de Carvalho, fortemente suspeito de ter orquestrado as ações destes alegados adeptos, foi obrigado a demitir-se, deixando para trás um verdadeiro caos. Do campo ao museu, tudo se deteriorara, exceto a dívida, já num patamar que conduzia à insolvência”, acrescenta o mesmo jornalista.
Mas Régis Dupont não se fica por aqui. De Amorim a Viana, o jornalista francês analisa em detalhe a “decisão que mudou tudo”.
“Com um balneário devastado, ninguém imaginava que Varandas, com a sua limitada experiência futebolística, pudesse reconstruir um clube repleto de problemas. Mas, um ano e meio depois da sua chegada, o presidente tomou uma decisão que mudou tudo: atreveu-se a contratar Ruben Amorim, que na altura tinha apenas 13 jogos como treinador no seu currículo, por 10 milhões de euros, pagos ao Sporting de Braga”, escreveu.
Falando ainda da política de vendas e contratações dos bicampeões nacionais, passando pela compra de Alvaláxia e recordando os conflitos com o malogrado Pinto da Costa, o jornalista dá mais com um louvor ao líder do clube de Alvalade.
“Varandas procedeu a uma limpeza geral. Arrumou as bancadas, entrando em conflito com os dois principais grupos ultras (Juve Leo e Directivo Ultras XXI), mas também reformulou as contas e o organograma. Sete anos e meio depois de ter assumido o cargo, é já o presidente mais bem-sucedido da história do clube”, concluiu.