Uma forte tempestade solar atingiu a Terra, na noite desta segunda-feira, dia 19, dando origem a uma tempestade geomagnética, classificada como nível G4 (severa), numa escala que vai de G1 a G5. O fenómeno resultou da chegada de uma ejeção de massa coronal, composta por partículas solares altamente energéticas, que interagiram de forma intensa com o campo magnético terrestre ao longo de várias horas.
Como consequência direta dessa interação, foram observadas auroras boreais em Portugal, um acontecimento extremamente raro devido à latitude do País. Em várias regiões surgiram relatos e registos fotográficos que mostram o céu noturno iluminado por tonalidades pouco habituais, sobretudo vermelhos e rosados, cores típicas de auroras observadas em latitudes mais baixas durante tempestades geomagnéticas intensas.
A intensidade G4 da tempestade explica a extensão excecional do fenómeno auroral para o sul da Europa. De acordo com a NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration, a agência norte-americana responsável pela monitorização do clima, dos oceanos e do ambiente espacial –, este nível corresponde a eventos capazes de expandir significativamente o oval auroral, permitindo que as luzes sejam visíveis muito para além das regiões polares.
Segundo as previsões mais recentes, ainda esta terça-feira, 20, poderão manter-se condições geomagnéticas favoráveis à observação de auroras, embora com menor intensidade do que ontem. A atividade associada à mesma tempestade solar deverá persistir ao longo do dia, o que significa que, se o céu estiver limpo e com pouca poluição luminosa, continua a existir alguma possibilidade de novas observações durante a noite, ainda que de forma mais ténue e menos generalizada.