Nas primeiras semanas de 2026, um elefante selvagem provocou uma situação de grande alarme no leste da Índia, após ter causado a morte de, pelo menos, 22 pessoas, entre os dias 1 e 10 de janeiro no estado de Jharkhand, no distrito rural de West Singhbhum. O caso, considerado excecional pelas autoridades locais, levou à mobilização de uma vasta operação de busca e contenção, envolvendo guardas florestais, especialistas em vida selvagem e meios tecnológicos como drones, com o objetivo de localizar o animal e evitar novos ataques.
Segundo informações oficiais e relatos da imprensa internacional, os ataques começaram no primeiro dia do ano, quando o elefante, um macho solitário identificado por ter apenas uma presa, começou a aproximar-se de aldeias durante a noite. Muitas das vítimas foram atacadas enquanto dormiam nas suas casas ou quando regressavam do trabalho, sobretudo em comunidades rurais situadas junto a zonas florestais. Até 10 de janeiro, registaram-se ataques sucessivos em diferentes localidades, havendo casos em que várias pessoas da mesma família morreram em incidentes distintos, o que intensificou o clima de medo entre os habitantes.
As equipas no terreno explicam que, durante este período, o animal percorreu longas distâncias diariamente e conseguiu escapar às tentativas de captura. Pelo menos três tentativas de o tranquilizar falharam, devido à dificuldade em prever os seus movimentos e à densidade da vegetação. Os especialistas acreditam que o elefante se encontrava em período de ‘musth’, uma fase natural nos machos caracterizada por um aumento acentuado das hormonas, que os torna mais agressivos e imprevisíveis, sobretudo quando estão afastados da manada. Até ao momento, o animal ainda não foi capturado e continua a ser procurado pelas autoridades.
Este episódio voltou a chamar a atenção para o aumento dos conflitos entre humanos e elefantes na Índia, frequentemente associados à perda e fragmentação do habitat natural, causada pela expansão agrícola e pelo crescimento das áreas habitadas. Embora ataques de elefantes não sejam raros no país, o elevado número de mortes registadas num intervalo inferior a dez dias, atribuídas a um único animal, é considerado invulgar.
Enquanto prosseguem as buscas, as autoridades mantêm alertas à população e recomendam vigilância reforçada, especialmente durante a noite, sublinhando os desafios complexos da convivência entre comunidades humanas e vida selvagem.