A fábrica da Yazaki Saltano, em Ovar, voltou a anunciar um despedimento coletivo, desta vez de 163 trabalhadores, depois de, em 2025, ter dispensado mais de 300 no mesmo estabelecimento industrial, que produz componentes elétricos e eletrónicos para o sector automóvel. Esta medida faz parte de um novo plano da empresa japonesa, que diz ser necessário para “assegurar a viabilidade das operações”, e está a deixar muitas famílias com o coração nas mãos.
O 24Horas falou, em exclusivo, com Justino Pereira, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente – Centro Norte, que descreve a situação como difícil. Segundo o sindicalista, a incerteza pesa tanto sobre quem já saiu como sobre quem fica na fábrica, uma vez que dois despedimentos coletivos, em menos de um ano, aumentam o receio de que haja mais no futuro.
“Impacto tem sempre. Para já, a nível da perda do posto de trabalho, como é evidente, no seu rendimento habitual, nas suas rotinas habituais. E depois porque já não é o primeiro despedimento que esta empresa faz. Em 2025, o ano passado, fez também um despedimento e os trabalhadores começam a ficar com muita instabilidade emocional, até para os trabalhadores que continuam na empresa”, desabafa Justino Pereira, ao 24Horas.