Donald Trump, de 79 anos, voltou a criticar a Europa, esta quarta-feira, dia 21, durante o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça. Para o presidente norte-americano, a Europa não está a “seguir a direção certa”. No entanto, assume que os EUA se preocupam com o velho continente e que só Washington pode “garantir a segurança da Gronelândia”.
O presidente norte-americano discursou perante uma sala cheia, a quem garantiu que adora a Europa e que espera que “tudo corra bem na Europa”. Mas este foi o mote para mais algumas críticas às políticas seguidas pelos líderes europeus, que acusa de não investirem e de importarem novas populações: “Algumas regiões da Europa estão irreconhecíveis.”
A Gronelândia também foi um tema, embora Donald Trump tenha admitido que inicialmente pensou em deixar o assunto de fora do seu discurso. “Nenhum país pode garantir a segurança da Gronelândia à exceção dos EUA. Somos uma grande potência. Algumas pessoas só descobriram isso há duas semanas, com a Venezuela. Vimos isso na Segunda Guerra Mundial, quando a Dinamarca falhou à Gronelândia. E nós sentimos obrigação de defender o território da Gronelândia. Os EUA colocaram bases na Gronelândia para a Dinamarca, nós lutámos pela Dinamarca, salvámos a Gronelândia”, afirmou.
Donald Trump foi mais longe e considerou que os EUA foram “estúpidos” em devolver a Gronelândia à Dinamarca, enquanto acusa a Dinamarca de estar a ser “ingrata”.
O presidente norte-americano reforça que o mundo enfrenta riscos severos e que os EUA precisam da ilha para a “estratégia de segurança nacional e internacional”, já que a Gronelândia está entre a Rússia e a China. “Esta ilha é, na verdade, parte da América do Norte. É o nosso território”, assegura.
Segundo Donald Trump, “a aquisição da Gronelândia não será uma ameaça à NATO”, uma vez que “iria aumentar a sua segurança”. O presidente norte-americano afirma ainda que está disponível para negociar imediatamente, ao mesmo tempo que não pretende usar a força: “Tudo o que pedimos é para ter a soberania sobre a Gronelândia. Não consigo defender a Gronelândia sem ter a soberania.”