Vanda Loureiro, ex-militante do PS, foi uma das detidas na ‘Operação Irmandade’, que conduziu à detenção de 37 suspeitos (três deles do Chega) por ligações ao grupo 1143, comandado pelo nenonazi Mário Machado.
A mulher, que em tempos pertenceu à comissão política do PS no Barreiro, desvinculou-se do partido em 2024, altura em que se radicalizou. A sua ligação à organização criminosa ficou conhecida em 2025, a propósito de um artigo publicado no jornal regional setubalense, Diário do Distrito. À época, os socialistas emitiram um comunicado, em que esclareceram que a antiga militante se afastou das tarefas partidárias “em 16 de outubro de 2024” e nunca exerceu “qualquer cargo autárquico ou executivo em nome do Partido Socialista”.
“Até à data da sua desvinculação, nunca foram conhecidos pela estrutura concelhia do PS Barreiro indícios, sinais públicos ou comportamentos associados ao extremismo ou a ideologias contrárias aos valores do Partido Socialista”, sublinhou a mesma nota.
Vanda Loureiro terá integrado as listas da Comissão Política do PS Barreiro, a pedido do deputado André Pinotes Batista, com quem manteria uma relação de proximidade. Após a sua saída do partido, que agora é liderado José Luís Carneiro, a detida agora pela PJ ligou-se à política de extrema-direita, através do Ergue-te, partido radical entretanto extinto.
Atualmente, Vanda Loureiro é presença assídua nos eventos do grupo 1143 e nas suas redes sociais tem várias publicações afetas a esta organização. O 24Horas tentou contactar a assessoria de António José Seguro, candidato socialista à Presidência da República, para comentar esta notícia, mas esteve sempre incontactável.

Recorde-se que na terça-feira, dia 20, a Polícia Judiciária levou a cabo uma operação contra crimes de ódio que conduziu à detenção de 37 indivíduos e à constituição de outros 15 arguidos. Os suspeitos planeavam um ataque em larga escala contra imigrantes em Portugal.