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  • ''Seria o que faltava não votar num candidato da área democrática'', António Costa, sobre o apoio a António José Seguro
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Humor, informação e comunicação, conceitos distintos e de mãos dadas que cada vez mais se confundem. Numa época em que as redes sociais ocupam um lugar de importância maior no modo como as pessoas se informam, torna-se difícil distinguir entre verdadeiro e falso, certo e errado. Luís Montenegro vai apresentar queixa contra o autor da página ‘Volksvargas‘ por ato de “desinformação”, anunciou o gabinete do primeiro-ministro.

Em causa está uma publicação desta página na rede social X em que é simulada uma conversa entre o líder da AD e Donald Trump, supostamente tornada pública por este último. A publicação surge depois de o presidente dos Estados Unidos ter divulgado mensagens privadas entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Na suposta conversa, Luís Montenegro oferece-se a Trump para negociar a soberania dos Açores. “Vossa excelência, líder supremo e grande arquiteto dos nossos tempos modernos. Escrevo-lhe hoje ainda entusiasmado pela magnitude dos seus feitos recentes e porque sei que o senhor valoriza um bom negócio. Enquanto outros na Europa podem queixar-se das suas políticas de tarifas, vejo-as como são: uma exigência de excelência e lealdade. Portugal não quer ser apenas mais um ‘país da UE’ para si, queremos ser o seu principal parceiro no Atlântico. Por isso, estamos disponíveis para discutir uma visão que assegura o acesso soberano dos EUA às nossas ilhas dos Açores. Enquanto o resto da Europa paga pelos seus erros, deixemos Portugal ser a exceção”, lê-se na mensagem criada por ‘Volksvargas’.

O gabinete do primeiro-ministro refere-se ao sucedido como um “ato de desinformação com elevada difusão pública” e informa que o governante irá apresentar queixa “nas instâncias adequadas”. “Aproveitamos a ocasião para realçar a importância de combater a desinformação e alertar os portugueses para a relevância de verificar a credibilidade das fontes informativas, em particular nas redes sociais”, reforça o comunicado.

O autor da página, cuja identidade não é conhecida do grande público, nega a existência de desinformação e sublinha que aquela conta se destina à criação de conteúdos satíricos. “A página Volksvargas de sátira política é conhecida por publicar memes”, começa por escrever numa nota divulgada nas suas redes sociais. “O texto fictício atribuído ao primeiro-ministro foi escrito de modo a não deixar margem para dúvida de que se trata de uma sátira”, acrescenta no mesmo texto.

“Trata-se, assim, de uma imagem satírica, que deixa absolutamente claro que não há qualquer intenção nem possibilidade de desinformar, estando, inclusive, acompanhada da marca de água ‘@volksvargas’ no canto inferior direito”, atira o autor, que condena o executivo, considerando sintomático e lamentável que o Governo não se preocupe com a desinformação propagada pelo Chega, mas procure intimidar uma página satírica ao ponto de querer processar o seu autor”. Volksvargas está presente nas redes X, Facebook, Instagram, YouTube, TikTok, Threads e Bluesky. Só na rede X, o conteúdo em causa teve um alcance de mais de 700 mil pessoas.

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