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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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João Vasco Almeida

A segunda voltinha ao esquife eleitoral — onde, desta vez, vai amarrado o destino fatal da Nação — coloca o...

A segunda voltinha ao esquife eleitoral — onde, desta vez, vai amarrado o destino fatal da Nação — coloca o “não gostam de mim” frente ao “gostem de mim”. Paradigmas simples e, bem vistas as coisas, rigorosamente aquilo que merecemos.

De calções azuis, no canto direito, apresenta-se o herdeiro legítimo de Perón, Orbán, Putin, Bolsonaro e Berlusconi. Ventura usa exactamente os mesmos argumentos que estes monstros da política usaram — e usam — em eleições democráticas. O argumento é de uma simplicidade bíblica: «Estão todos contra mim, menos vós, meu povo amado». Foi assim na Argentina de 1946, com Juan Domingo Perón e a sua Evita; é assim, hoje, em Portugal, com Ventura, sem tango mas com igual dramatismo.

Resta saber se Filipe La Féria ainda vai a tempo de escrever um Não chores por mim, Portugal, à imagem do musical que Andrew Lloyd Webber dedicou à malograda mulher do general Perón, Evita. Por cá, se tal acontecer, teremos um magnífico “Dina” e versos reciclados:
«Não chores por mim, Portugal.
A verdade é que não te deixarei.
Embora possa ser difícil ver-me,
eu sou Portugal e sempre serei».

O «todos contra mim» tem provas dadas, currículo internacional e sucesso garantido, sobretudo junto de eleitorado distraído, ressentido e facilmente inflamável — uma tríade eleitoral de excelência.

Do outro lado, de calções rosa e laranja, está o oposto. O «gostem de mim», imortalizado num rato de esponja que mandava crianças para a cama nos anos 70 e 80 do século passado: Gigio é um rato de esponja, personagem de um programa infantil criado em Itália, em 1958, por Maria Perego. Um carente profissional, um caronte sorridente a caminho de Belém.

Seguro quer ser amado. Quer sê-lo muito. E, para isso, assume-se como esponja de tudo e de todos, numa corrida onde «as favas estão contadas», murmuram estrategas satisfeitos consigo próprios. Mas não estão. E o antigo líder da JS e do PS, em vez de subir ao piano de Rui Guedes, na RTP, a pedir para se deitar mais tarde, qual Topo Gigio tardio, prefere fazer que faz para não fazer nada — nada que lhe belisque a imagem de piedade, moderação e optimismo tão contido que mal se distingue a olho nu.

Entre a Evita e o Gigio, foi isto que nos calhou em sorte.

Sobre Portugal, quem tinha razão, afinal, era Fernando Ulrich: «Ai aguenta, aguenta».