Nas próximas eleições presidenciais votarei em António José Seguro. Faço-o de forma racional, consciente e deliberada, por considerar que este é...
Nas próximas eleições presidenciais votarei em António José Seguro.
Faço-o de forma racional, consciente e deliberada, por considerar que este é um voto em defesa da estabilidade política, do regular funcionamento das instituições e da defesa de um certo sentido de serenidade e decência, imprescindível à nossa vida colectiva.
Este não é um voto ideológico, nem um voto de esquerda ou de direita.
Muito menos representa qualquer reavaliação positiva do Partido Socialista, cuja ação política passada e presente merece uma apreciação profundamente negativa e crítica.
Como militante do PSD, com 38 anos de militância, nunca poderia, nem poderei, apoiar projetos que tenham como objetivo a destruição do meu partido ou a sua substituição no sistema político português.
Simplesmente não voto em quem quer matar o PSD.
O meu voto também não sustentará ambições messiânicas nem projetos presidencialistas. Essas conceções são, aliás, a antítese do pensamento e da ação de Francisco Sá Carneiro, que perdeu tragicamente a vida explicando aos portugueses que a democracia representativa e funcional é incompatível com a presença de um Presidente que concentre em si as decisões políticas do país, subjugando governos e maiorias parlamentares aos seus interesses, ou caprichos pessoais.
O que está em causa nesta eleição é, precisamente, a escolha de um Chefe de Estado — árbitro, moderador e garante institucional — e não a eleição de um homem providencial.
A Constituição é clara quanto aos limites e responsabilidades do cargo, e esses limites devem ser respeitados.
Nestas eleições os eleitores da AD têm um dever acrescido na defesa da estabilidade política. Portugal não pode viver em permanente sobressalto, com eleições todos os anos e crises políticas todas as semanas.
Por essas razões, o meu voto é Seguro.