Um navio de carga encontra-se à deriva perto da barra da Figueira da Foz, desde esta segunda-feira, dia 26, e corre sério perigo de naufrágio depois de ter perdido o leme, alegadamente devido a uma colisão com o fundo causada pela acumulação de areias naquela zona.
De acordo com Paulo Mariano, vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz, o problema deve-se ao “gravíssimo de excesso de areia na barra” do localidade e apontou ainda ao gasto de “28 milhões de euros numa dragagem brutal de areias para pôr na zona sul, onde elas estão a fazer falta”.
Em resposta as estas declarações, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assegurou, em comunicado, que é totalmente fora de contexto tentar associar, de forma causal, um possível assoreamento da barra da Figueira da Foz à avaria ocorrida na embarcação.
Em declarações exclusivas ao 24Horas, Paulo Mariano reagiu e acusa a “Agência Portuguesa do Ambiente ou quem fez essas declarações” de se esquecer quem ali trabalha: “Nós estamos aqui há dezenas de anos no porto da Figueira da Foz. Conhecemos o porto, a praia, a cidade. Nascemos, trabalhamos e morremos nesta terra.” E justifica que “melhor que ninguém, nós, os marítimo-portuários, conhecemos e sabemos do que falamos ao contrário deles, que vêm uns estudos feitos não sei onde, há não sei quanto tempo”.
Veja aqui as declarações exclusivas de Paulo Mariano, vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz, ao 24Horas: