O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, de 59 anos, visitou o dispositivo militar destacado para apoiar a população afetada pela tempestade ‘Kristin’, em Vieira de Leiria, no concelho da Marinha Grande, e em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, e está a ser fortemente contestado pelos populares.
Durante a deslocação ao terreno, Nuno Melo assegurou que as Forças Armadas estão a prestar apoio às populações, nomeadamente através da disponibilização de geradores de energia e de telas impermeáveis para proteção provisória de habitações cujas coberturas ficaram danificadas pelo mau tempo. O governante reiterou ainda o empenho e a total disponibilidade dos militares para auxiliar a população civil em situações de crise.
A visita foi acompanhada pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general José Nunes da Fonseca, e pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão.
No entanto, de acordo com a CNN Portugal, a presença do ministro no terreno gerou críticas e indignação por parte de muitos moradores, que consideraram que a atuação do Exército se centrou numa zona que não era prioritária. Segundo os testemunhos recolhidos pela estação de Queluz de Baixo, os militares terão sido destacados sobretudo para “montar o estaminé e tirar fotografias”, enquanto outras zonas mais afetadas continuavam a aguardar apoio urgente.
Outro momento da visita que gerou forte contestação foi uma declaração de Nuno Melo: “O nosso sargento Lopes faz anos e está aqui a trabalhar, e não está a festejar como devia.”
O comentário de Nuno Melo, proferido durante a deslocação ao terreno e transmitido em direto, provocou ainda mais indignação entre os afetados pela depressão ‘Kristin’, que consideraram a afirmação desajustada face ao contexto de emergência vivido na região e ao esforço desenvolvido pelos próprios moradores que lutam para voltar à vida normal.
A tempestade ‘Kristin’ causou elevados prejuízos em vários concelhos do distrito de Leiria, deixando centenas de habitações danificadas, pessoas desalojadas e extensas falhas nos serviços essenciais.