Cristiano Ronaldo já viveu dias mais felizes na Arábia Saudita. Segundo avançam diversos meios de comunicação, o craque português está descontente com a gestão da Liga Saudita, e ter-se-á mesmo recusado a jogar pelo seu clube, na partida agendada para esta segunda-feira frente ao Al-Riyadh.
Alegadamente, CR7 mostrou-se insatisfeito com a gestão que o PIF (Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita) tem implementado no Al Nassr, considerando que o emblema treinado pelo, também, português, Jorge Jesus, está a receber um tratamento desigual face aos outros clubes geridos por este mesmo fundo, sobretudo a nível de investimento.
Contrariamente àquilo que vinha a ser noticiado pela imprensa local, que apontava a ausência do capitão da seleção nacional devido a problemas físicos, o jogador estará desgostoso com o facto de a sua equipa ter recebido apenas um reforço no mercado de inverno, o médio Haydeer Abdulkareem, de 21 anos. Contrastando com a situação de clubes como o Al Hilal que pagou dois milhões de euros à Fiorentina pelo defesa Pablo Marí, prepara-se para desembolsar 30 milhões de euros para adquirir o avançado francês, Kader Meité, ao Rennes, e está ainda a estudar a possibilidade de contratar Karim Benzema.
A juntar a tudo isto, acresce o facto de Simão Coutinho e José Semedo, amigos de longa data do madeirense, e ambos com cargos diretivos no clube saudita, terem visto os seus poderes congelados no início do mês, por decisão do Conselho Diretivo.
A polémica em torno de Cristiano Ronaldo reacende as declarações de Jorge Jesus que, em meados de janeiro, afirmou que o Al Nassr “não tem o poder político do Al Hilal”.
Recorde-se que o maior goleador da história do futebol chegou ao Al Nassr em 2022 e tem contrato com o emblema saudita até 2027.