Frase do dia

  • “Se cada míssil custa 50 milhões, porque é que, em vez de lançar mísseis, não levamos 50 milhões em arroz e educação para África?”, Matias Almeyda, treinador do Sevilha
  • “Se cada míssil custa 50 milhões, porque é que, em vez de lançar mísseis, não levamos 50 milhões em arroz e educação para África?”, Matias Almeyda, treinador do Sevilha
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A Comissão Europeia adiou a implementação total do novo Sistema de Entrada e Saída da União Europeia (EES, sigla em inglês), de modo a evitar o caos nos aeroportos europeus no período de verão.

A medida foi tomada na sequência dos constrangimentos registados com a introdução gradual do sistema que recorre à recolha de dados biométricos para identificar os passageiros oriundos de fora do espaço Schengen, iniciado em outubro de 2025, e suspende a sua implementação total até setembro de 2026.

Problemas operacionais com o EES provocaram filas de horas e atrasos significativos em voos em vários países. Portugal foi um deles, com a situação a chegar a um estado totalmente calamitoso, sobretudo no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. O que levou a que em dezembro o Governo decidisse suspender este sistema no aeroporto da capital durante três meses, depois de se registarem “deficiências graves” no controlo de fronteiras.

No plano inicial, os Estados-membros da UE pertencentes ao Espaço Schengen, estavam obrigados a registar apenas 10% das entradas de cidadãos de países terceiros, através do EES, percentagem que no dia 9 de janeiro, deveria ser aumentada para os 35%. Contudo, um relatório divulgado no final de 2025, pelo Airport Council International (ACI) Europe, revelou que o lançamento gradual do EES gerou um aumento de até 70% nos tempos de processamento do controlo fronteiras aeroportuário, com tempos de espera que chegaram a uma média de três horas nos períodos de maior afluência.

Desta forma a suspensão do sistema impõe-se. A CE justificou a decisão de adiar a implementação integral do sistema com a necessidade de assegurar uma transição mais controlada.

Markus Lammert, porta-voz da comissão, explicou em conferência de imprensa que “a implementação de um sistema desta dimensão é uma tarefa complexa”. O responsável sublinhou ainda que esta maior flexibilidade no período de verão dá aos países “as ferramentas necessárias para gerir potenciais problemas e, sobretudo, evitar o caos nas viagens estivais”.

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