Há eleições que são mais do que uma escolha. São um teste à maturidade democrática de um povo. O dia...
Há eleições que são mais do que uma escolha. São um teste à maturidade democrática de um povo. O dia 8 de fevereiro é um desses momentos. Até haver cansaço, desilusão ou dúvidas, mas Portugal está perante uma decisão crucial que ultrapassa as escolhas tradicionais: ou escolhemos um Presidente capaz de unir e proteger a democracia, ou abrimos a porta ao populismo do ruído, da divisão, da mentira permanente e dos fins que justificam todos os meios.
Esta campanha mostrou, com clareza inquietante, como a política pode degradar-se quando se transforma numa máquina de boatos, insinuações e falsidades. As redes sociais tornaram-se uma pandemia de desinformação, usada como arma para destruir reputações, dividir portugueses, agitar sentimentos da população e semear desconfiança nas instituições.
Os factos são objetivos. André Ventura e os seus apoiantes enxamearam o país de ataques gratuitos e mentira sobre um homem sério, decente e com carácter. A SIC Verifica identificou dez mentiras em apenas duas semanas, muitas delas dirigidas contra António José Seguro: falsidades sobre migração, conspirações absurdas, apoios inventados, ligações estapafúrdias, acusações sem fundamento. Há tempos, o Polígrafo identificava mais de 100 mentiras com origem no partido de André Ventura. Quando falta adesão às ideias, fabricam-se inimigos. Quando não há limites, tudo serve para tentar enlamear os adversários.
Mais grave ainda: um estudo do LabCom, da Universidade da Beira Interior, concluiu que a desinformação eleitoral atingiu mais de 8,3 milhões de visualizações e que André Ventura concentrou cerca de 85% dos casos identificados. Isto não é um acidente. É um método. É uma gangrena a minar o nosso espaço público.
Ventura não quer debate democrático: quer espetáculo e mentira populista. Não esclarece: manipula. Não une: divide. Segue a cartilha que outros seguiram, nos Estados Unidos da América e nas suas desesperadas projeções internacionais de ódio e deslaço para aceder ao poder e miná-lo por dentro.
E é por isso que estas eleições não podem ser reduzidas a um combate de raiva. Não são nada do que o deputado André Ventura e os seus apaniguados andaram a dizer. É a democracia contra o extremismo. A esperança contra o ressentimento. É sobre a união prevalecer à divisão. É a afirmação da decência contra a falta de vergonha. É sobre a urbanidade civilizada vencer o tribalismo entrincheirado dos extremismos.
Portugal não precisa de mais barulho, divisão ou inconsequência. Precisa de rumo para construir soluções. Precisa de serenidade, equilíbrio e confiança. Precisa de um Presidente que seja árbitro respeitado, não um agitador profissional. Belém tem de ser parte da solução, nunca do problema.
António José Seguro representa exatamente isso: estabilidade, decência democrática e sentido de Estado. Uma personalidade de moderação e diálogo, respeitada dentro e fora do país, preparado, com experiência em Portugal e na União Europeia.
Seguro é atacado precisamente porque é o oposto do populismo: seriedade em vez de gritaria, responsabilidade em vez de boato, união em vez de divisão.
Ventura vive de dicotomias falsas: esquerda contra direita, povo contra elites, medo contra esperança, ruído contra diálogo. E o Chega prova, desde 2019, que é muito barulho e quase zero resultados. A pergunta é simples: que problemas estruturais ou conjunturais resolveu? Nenhum. Não resolveu o SNS, não resolveu a habitação, não resolveu salários, pobreza ou justiça. Vive da indignação, não da construção de respostas.
Ventura promete o impossível e alimenta frustração. Vive do problema, real ou percecionado. Seguro compromete-se com o real: cumprir e fazer cumprir a Constituição, valorizar o Estado Social, defender o Estado de Direito e proteger a democracia. Trabalhará para a construção de respostas para os portugueses.
E liderar não é gritar. Liderar é unir quando o país está dividido. Ventura lidera o confronto. Seguro lidera a necessidade de convergência para construir soluções para os portugueses e para o país. Por isso, é apoiado por cidadãos da esquerda, do centro e da direita e outros que nunca tiveram participação política ativa.
O maior risco, agora, é a abstenção. O extremismo cresce quando os democratas desistem ou se deixam capturar pela narrativa dos adversários da democracia. O maior erro seria ficar em casa.
Dia 8 é escolher: esperança ou ódio. União ou divisão. Democracia ou ruído inconsequente.
Portugal não é metade contra a outra metade. Portugal é um só povo. E é isso que está em jogo.
No dia 8, vote. Vote pela verdade. Vote pela decência. Vote em António José Seguro para Presidente da República. Vote pelo Seguro.
António Galamba é apoiante da candidatura de António José Seguro