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  • “Um cenário dantesco de pós-catástrofe”, Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria
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O Alentejo e o Sul de Portugal continuam a enfrentar graves constrangimentos provocados pelas intempéries associadas à depressão Leonardo, que tem trazido chuva persistente, vento forte e risco elevado de inundações à região. A passagem do sistema meteorológico mantém níveis elevados de precipitação e solos já saturados pelas chuvas de episódios anteriores, aumentando a probabilidade de galgamentos de rios, alagamentos e cortes de estradas.

Vidigueira tem sido uma das áreas com mais vias interditadas ao trânsito devido à precipitação intensa. Várias estradas municipais e nacionais, nomeadamente ligando Vidigueira a Cuba e Beja, foram encerradas pela GNR por causa de inundações e lençóis de água nas estradas.

Ferreira do Alentejo, também no distrito de Beja, aparece mencionada entre os concelhos mais afetados pelo mau tempo, com estradas cortadas e níveis hidrométricos elevados em afluentes da região, obrigando a circulação condicionada e esforço de monitorização permanente das autoridades locais.

No concelho de Beja, que inclui a freguesia de Nossa Senhora das Neves, fortes precipitações forçaram o corte de vias e implicaram um agravamento dos níveis dos cursos de água locais. A Autoridade Municipal de Proteção Civil alertou para o risco de galgamento das margens e inundações urbanas.

A cidade de Beja tem registado cortes de estradas e dificuldades de acesso a algumas localidades devido à acumulação de água nas vias. A situação climatérica levou igualmente a constrangimentos no funcionamento de serviços de saúde, com unidades a sofrer falhas de energia e acessos condicionados.

No concelho de Alcoutim, as autoridades lançaram alertas urgentes à população ribeirinha e navegantes do Rio Guadiana devido ao aumento drástico dos caudais. Foram erguidas barreiras de sacos de areia para tentar conter a subida das águas junto à vila.

Em Grândola, a subida rápida das águas do Rio Sado tem levado as autoridades a proceder a evacuações preventivas em zonas ribeirinhas, sobretudo na Aldeia do Lousal e em áreas planas junto ao nó de Grândola Norte da A2. Diversas estradas estão inundadas ou cortadas, com a água a galgar margens e a atingir zonas habitacionais de risco.

Em Alcácer do Sal, as cheias na zona baixa da cidade atingiram níveis raramente vistos, com o caudal do Rio Sado a ultrapassar 1,20 metros em vários pontos e ruas inteiras alagadas, incluindo avenidas principais. A situação tem sido descrita por autarcas como uma das maiores dos últimos 30 anos na região.

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