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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Gonçalo Lage

As sucessivas tempestades que temos vindo a sofrer, com vítimas mortais que temos de lamentar, mostram que há muitos investimentos...

As sucessivas tempestades que temos vindo a sofrer, com vítimas mortais que temos de lamentar, mostram que há muitos investimentos por fazer como resultado de décadas de falta de planeamento e de inércia. A maior parte das Infraestruturas críticas estão velhas, muitas não são do Estado e têm de ser revistas, analisadas e melhoradas. Estamos a falar de programas de investimento a pelo menos 10 anos. Estas Infraestruturas são os sistemas, redes e ativos cuja interrupção, destruição ou degradação têm um impacto grave no funcionamento do Estado, na economia, na segurança e na vida das pessoas. Em bom rigor constituem a “espinha dorsal” do país. São áreas como a Energia (produção e distribuição de eletricidade, gás e combustíveis), a Água e saneamento (captação, tratamento e abastecimento de água), os Transportes (aeroportos, portos, ferrovia, rodovia estratégica), as Comunicações e área digital (telecomunicações, centros de dados, redes), a Saúde (hospitais e cadeias de abastecimento críticas), o setor Financeiro (sistemas de pagamentos) e a Administração pública essencial (serviços cuja falha paralisa o Estado).

A proteção destas infraestruturas críticas é hoje uma questão central de soberania, segurança e competitividade, cuja falha paralisa o país e expõe cidadãos e economia a riscos graves. Assim, não se trata apenas de responder a crises — trata-se de investimento muitas vezes não visível que nos prepara para fenómenos extremos. Portugal continua demasiado vulnerável a estes fenómenos, a ciberataques e a falhas operacionais em cadeias que são essenciais. O envelhecimento de ativos, a fragmentação de responsabilidades e o atraso no investimento em redundância e modernização aumentam o risco de ruturas com efeitos em cascata.

É preciso mudar de paradigma: planeamento de continuidade, testes de stress regulares, coordenação efetiva entre Estado, municípios e operadores, e prioridade política ao investimento em resiliência. Proteger infraestruturas críticas é proteger o funcionamento do Estado e a vida quotidiana das pessoas. É aqui que se mede a capacidade do Estado, fazendo os investimentos públicos e obrigando os privados a fazerem o investimento que lhes compete.