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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Vítor Silva

Domingo vamos a eleições para eleger o próximo Presidente da República Portuguesa que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. Gostava...

Domingo vamos a eleições para eleger o próximo Presidente da República Portuguesa que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. Gostava de recordar um momento marcante da política portuguesa, protagonizado pelo ex-presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, de quem sou admirador das qualidades humanas.

Num plenário da Assembleia da República, casa-mãe da Democracia portuguesa, ele evoca Siddhartha Gautama, mais vulgarmente conhecido por Buda. Vamos aos factos. Num “despique” entre Santos Silva e André Ventura, o ex-Presidente da Assembleia da República sugere que o atual candidato a Presidente da República se inspirasse em Buda e que se mantivesse calado. Quando se estava a discutir a proposta de lei para IVA 0% em 44 alimentos do cabaz essencial, o líder do Partido mais à direita em Portugal ao invés de valorizar tão importante medida, ou mesmo criticar, interveio abordando o ataque no Centro Ismaelita em Lisboa. E claro que se lamenta a morte daqueles seres humanos, mas o discurso de ódio, de racismo e xenofobia não devia nunca ter lugar no Palácio da Democracia, o Parlamento de Portugal. E claro que as diversas bancadas reagiram “em mola” a este discurso de extrema-direita, estranho seria não o fazerem, e acabaram por interromper Ventura.

Augusto Santos Silva, do alto da sua magistratura, disse, e muito bem: “Sr. deputado, se me permite, um dos mais famosos sermões do Siddhartha Gautama, também conhecido como Buda, foi um sermão em que ele esteve calado contemplando uma flor. O sr. deputado também se podia inspirar”. Excelente, dou os meus parabéns ao ex-Presidente da Assembleia da República. E quis copiar a citação para que nada fosse alterado. Para onde vai Portugal com este tipo de discursos de extrema-direita? Não nos lembramos de Salazar? Não sofremos como povo o suficiente? O mundo político nada fica a ganhar com Ventura, Le Pen, Abascal, Bolsonaro, Orbán e Trump entre outros, estes deviam também ficar calados a contemplar uma flor. Essa flor deveria ser um cravo de Abril. Os cravos da Liberdade. Os cravos da Democracia.

Quero relembrar os mais novos e os mais velhos esquecidos que em Portugal, no dia 25 de Abril, se comemora anualmente a homenagem à revolução que em 1974 libertou o país da ditadura. Mas como vemos todos os dias, invariavelmente, devemos lutar pela Democracia, pois muitos só a valorizam quando deixam de a ter. Não queremos voltar à redução de liberdades, direitos e garantias dos cidadãos. Vamos fazer acontecer Abril nas diferentes mesas de voto. Vamos votar pela continuação da Democracia.