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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Nicolae Sena Santos

A democracia portuguesa sempre contou com uma direita democrática, constitucional e europeísta, capaz de disputar o poder sem pôr em...

A democracia portuguesa sempre contou com uma direita democrática, constitucional e europeísta, capaz de disputar o poder sem pôr em causa o regime. O PSD foi, durante décadas, o principal garante desse equilíbrio. Mas esse papel não está garantido para sempre – e hoje encontra-se sob ameaça real.

Uma votação elevada de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais não seria um simples gesto de protesto. Seria um sinal político profundo, com consequências duradouras para todo o espaço da direita. Em particular, para o PSD, que arrisca ver a sua posição de força seriamente enfraquecida.

Os partidos populistas não crescem para coexistir, mas para substituir. Onde alcançam forte legitimação eleitoral, reclamam a liderança do campo político, impondo a sua linguagem e a sua agenda. Uma votação expressiva de Ventura dar-lhe-ia autoridade para se apresentar como o principal representante da direita, empurrando o PSD para uma posição defensiva e permanentemente acusada de fraqueza ou traição.

Além disso, seria legitimado um discurso assente no conflito com as instituições, na desconfiança da justiça e da comunicação social e na divisão moral do País. Esse caminho é incompatível com a tradição responsável da direita democrática portuguesa.

Os eleitores do PSD e da direita moderada enfrentam, por isso, uma escolha clara. A segunda volta não é um referendo ideológico, mas um momento de defesa do próprio espaço político. Votar contra o populismo não é trair a direita; é preservá-la.

A normalização eleitoral do extremismo não o modera – fortalece-o. Hoje pode parecer um aviso ao sistema; amanhã pode significar a perda da liderança da direita democrática. Defender a democracia é também um dever da direita. E, neste momento, é um acto de lucidez política.