Em plena crise energética, com o bloqueio norte-americano a estrangular cada vez mais a frágil economia, Cuba foi hoje palco de um sismo de magnitude 5,5 na escala de Richter. O abalo ocorreu às 07:00 (hora local), com epicentro localizado no mar, a cerca de 40 quilómetros da localidade de Maisí, na província de Guantánamo, segundo dados do Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC).
O fenómeno geológico surge num momento de extrema vulnerabilidade para a ilha. Após meses de apagões sistemáticos e da passagem devastadora dos furacões Oscar e Rafael, em novembro, que deixaram um rasto de destruição nas infraestruturas e na agricultura, um sismo de grandes proporções acrescentaria uma nova camada de tragédia a um cenário já limite. Embora o epicentro tenha sido no sudeste, o tremor foi sentido em Santiago de Cuba e Holguín, bem como em países vizinhos como o Haiti e a Jamaica.
Até ao momento, as autoridades da Proteção Civil não reportaram vítimas ou danos materiais graves, e o risco de tsunami foi oficialmente descartado, embora as equipas continuem atentas à situação e a avaliar possíveis fissuras em infraestruturas mais antigas. Este evento ocorre numa zona de elevada atividade tectónica, onde a interação entre as placas das Caraíbas e da América do Norte exige uma vigilância constante.