Frase do dia

  • “Não será por mim que duração da legislatura será interrompida”, António José Seguro
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A estabilização macroeconómica que se sente em Angola está a criar uma janela de oportunidade, que deve agora ser aproveitada para acelerar reformas microeconómicas, fortalecer as instituições, desenvolver o capital humano e impulsionar os setores não-petrolíferos. Condições essas para que aquele país venha a ter um crescimento sustentado acima dos 4 por cento, uma meta que José Barata, o presidente da Deloitte Angola, admite ser possível alcançar.

Na extensa entrevista que o líder da operação da Deloitte em Luanda deu ontem ao Jornal de Economia e Finanças, Barata afirma, no entanto: “Crescer acima de 4% não se faz apenas com consumo. Isso passa por investir em infra-estruturas críticas, tais como energia, água, transportes e logística, acelerar a digitalização do Estado e das empresas”

Para ele, os esforços de estabilização empreendidos pelo executivo, com o apoio de instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial, têm permitido restabelecer confiança, reduzir desequilíbrios históricos e criar bases mais sólidas para a atividade económica: “Angola vive hoje uma fase de estabilização macroeconómica, com desafios estruturais ainda relevantes, mas também com oportunidades claras de consolidação e crescimento sustentável”, afirma José Barata.

José Barata, o presidente da Deloitte Angola, tem uma visão otimista do rumo que está a tomar a economia angolana

Na opinião do líder máximo da operação da Deloitte em Luanda, “a formalização da economia é um dos desafios mais persistentes e estruturais de Angola”. E acrescenta: “Formalizar não é forçar a economia informal a entrar no sistema, mas criar um sistema que valha a pena integrar, simples, previsível, digital e com benefícios claros para os cidadãos e as empresas”.

Formado em Gestão de Empresas, José Barata trabalha no setor há cerca de 34 anos, e é, desde 2018, Country Managing Partner da Deloitte Angola. Ao longo desta sua estada em Luanda foi res­ponsável por um conjunto significativo de traba­lhos de auditoria a entida­des do sistema financeiro angolano, tendo sido responsável, por exemplo, pela equipa de supervisão no programa de Avaliação da Qualidade dos Ativos do Banco Nacio­nal de Angola, tendo apoiado esta instituição na adoção das IAS/IFRS no sistema financeiro angolano.

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