O Museu Rainha Sofía, em Madrid, decidiu abrir um inquérito interno para apurar as circunstâncias de um incidente ocorrido, quando três turistas israelitas foram retiradas do espaço por exibirem uma bandeira de Israel e um colar com a estrela de David. A instituição indicou que a investigação pretende “esclarecer os factos, lamentavelmente ocorridos”.
A encarregada de negócios da embaixada de Israel em Espanha, Dana Erlich, classificou o incidente no Museu Rainha Sofia como um ato de discriminação e pronunciou-se na rede social X, afirmando: “Vimos três mulheres judias, com uma estrela de David e uma bandeira de Israel, serem expulsas de um museu em Madrid por usarem esses símbolos”.
E acrescentou: “A minha bandeira não é uma provocação”, numa referência ao episódio, que também foi denunciado no site do Congresso Judaico Europeu. Segundo estas fontes, as três visitantes – descritas como idosas – foram convidadas a sair do museu depois de outros visitantes reagirem negativamente aos símbolos que traziam. Um segurança terá solicitado a sua saída. As turistas estariam acompanhadas por uma cidadã espanhola que filmou a situação.
Num comunicado enviado aos meios de comunicação, o museu – tutelado pelo Ministério da Cultura – explicou: “O museu solicitou ao seu departamento de segurança a abertura imediata de uma investigação interna independente e transparente para apurar o sucedido”.
No mesmo texto, a instituição sublinha: “O museu quer afirmar de forma inequívoca o seu compromisso com a igualdade, a liberdade religiosa e a tolerância zero perante qualquer tipo de violência ou discriminação relacionada com o antissemitismo. O pessoal do museu está altamente qualificado em matéria de direitos fundamentais, gestão de conflitos e prevenção de qualquer forma de discriminação”.
A nota destaca ainda “a importância que, para a instituição e para a sua coleção – especialmente no campo das vanguardas – tiveram artistas, patronos e mecenas judeus, cuja colaboração desinteressada foi essencial para que o museu fosse concebido tal como hoje o conhecemos. Por tudo isto, não cessaremos até esclarecer os factos, lamentavelmente ocorridos”, conclui o comunicado.