O antigo líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, de 55 anos, deixa duras críticas ao que considera ser um domínio ideológico do Bloco de Esquerda (BE) no ensino da macroeconomia no ISEG.
Segundo Rui Rocha, que publicou um vídeo nas redes sociais, foi descoberto que há uma forte influência bloquista na instituição: “Parece que há aí uma malta que andou a investigar as coisas, nomeadamente o Nuno Palma, e chegaram à conclusão que no ISEG a macroeconomia é dominada pelos bloquistas.”
O deputado liberal vai mais longe e denuncia a influência do BE, coordenada por Francisco Louçã e Mariana Mortágua, ex-líderes do partido: “É o Louçã, que é o manda-chuva daquilo, é a Mortágua, que coordena o doutoramento, e são outros professores, dois ou três, que são todos do Bloco, bloquistas assumidos.”
Rui Rocha deixa ainda críticas à bibliografia usada no ensino da macroeconomia do ISEG e refere que esta se afasta dos referências académicas de outras universidades: “Mesmo o livro principal, a bibliografia recomendada, é o livro do Louçã e da Mortágua. Nada dos clássicos que se aprendem nas universidades, nada disso.”
Sempre com um tom irónico, o antigo líder da IL atira uma proposta satírica para lidar com os “bloquistas que estão, felizmente, em vias de extinção”: “Da mesma maneira que nós protegemos o lince da malcata, também devemos proteger o bloquista do ISEG.”
E mais, Rui Rocha diz ainda que o ISEG se poderia tornar num local de atração turística: “As pessoas vêm a Portugal, a Lisboa, querem ir ver coisas pitorescas e fazem um safari: vão ao ISEG e encontram lá as ideias ultrapassadas do Bloco e os bloquistas que estão, felizmente, em vias de extinção.”
Veja o vídeo de Rui Rocha: