O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, inaugurou quatro novas exposições, dando início à sua programação anual e reforçando a estratégia de aproximar a história da arte portuguesa das práticas contemporâneas, ao mesmo tempo que consolida a abertura da instituição a parcerias e públicos internacionais.
A exposição ‘Linhas Cruzadas’, dedicada a Maria Augusta Bordalo Pinheiro, recupera o papel desta artista, designer e pedagoga historicamente menos valorizada, destacando o seu contributo para a renovação da arte da renda de bilros e para a dinamização de uma oficina própria em Lisboa. A mostra coloca a sua obra em diálogo com criações contemporâneas de artistas como Joana Vasconcelos, Ana Silva e Sonia Gomes, promovendo uma leitura crítica sobre identidade, tradição e cruzamentos entre gerações. Esta exposição pode ser visitada até 2 de maio.
‘A Oferta’, de Jaime Welsh, propõe uma reflexão sobre a memória histórica e a carga ideológica associada a edifícios e espaços públicos ligados ao período do Estado Novo, analisando como a arquitetura continua a influenciar a leitura do passado. A exposição mantém-se patente até 30 de abril, permitindo ao público explorar a relação entre espaço, poder e representação ao longo do tempo.
‘Calafrio’, de Mariana Duarte Santos, apresenta pinturas que resultam da transposição para tela da sua experiência com práticas murais, explorando atmosferas, texturas e sensações através da composição visual. Esta mostra estará disponível para visita até 15 de junho. Já o projeto coletivo e performativo ‘Anti-Isto. Manifesto-Poema’, desenvolvido por estudantes de mestrado em Curadoria do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, reforça a dimensão experimental e académica da programação, propondo uma abordagem crítica e participativa à criação artística, com encerramento previsto para 30 de maio.
Com estas quatro exposições inauguradas simultaneamente, o Museu do Chiado reforça o diálogo entre património e contemporaneidade, celebra novas incorporações ao seu acervo e consolida o seu papel como espaço de investigação, reflexão e divulgação artística com projeção nacional e internacional.