Quatro tripulantes de uma lancha registada nos Estados Unidos morreram na sequência de um confronto com a guarda costeira cubana, ao largo de Cuba, depois de a embarcação não ter acatado ordens de paragem na zona marítima, conforme já tinha sido noticiado pelo 24Horas. Governo de Miguel Diaz-Canel explica agora tudo.
O Ministério do Interior de Cuba divulgou um comunicado no qual afirma que a lancha, proveniente da Florida, transportava dez indivíduos armados que, alegadamente, pretendiam realizar uma “infiltração com fins terroristas” no seu território.
Segundo as autoridades, durante a operação foram apreendidas espingardas de assalto, pistolas, engenhos explosivos improvisados, incluindo cocktails molotov, coletes à prova de bala, miras telescópicas e fardas camufladas.
Cuba revela que já foram identificados os seis detidos e um dos quatro mortos. De acordo com o comunicado, todos os envolvidos são residentes cubanos nos Estados Unidos e a maioria terá antecedentes ligados a atividades criminosas e violentas. Entre os nomes referidos pelas autoridades constam Amijail Sánchez González e Leordan Enrique Cruz Gómez, que integram a lista nacional de pessoas e entidades sujeitas a investigação ao abrigo da Resolução 1373 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo procurados pelo alegado envolvimento na “promoção, planeamento, financiamento ou execução de atos terroristas nacionais ou noutros países”.
O Ministério do Interior acrescenta ainda que Duniel Hernández Santos, identificado como o alegado facilitador da operação em território cubano, foi detido e terá confessado os factos que lhe são imputados.
A investigação permanece em curso.