A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades relacionadas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficou marcada por momentos de forte tensão política, após a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
A deliberação provocou um clima de confronto entre parlamentares, com trocas de acusações, bate-boca e encontrões no plenário. O ambiente de tensão, gravado em vídeo e posteriormente publicado no X por Wendal Carmo, levou à interrupção temporária dos trabalhos, numa sessão que pretendia avançar com diligências no âmbito das investigações.
A CPMI do INSS foi criada para apurar um vasto esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, alvo de investigações da Polícia Federal e de outros organismos de controlo, num processo que tem marcado a agenda política brasileira nos últimos meses.
A decisão de avançar com a quebra de sigilo de Lulinha insere-se nas diligências de recolha de provas e análise de fluxos financeiros considerados relevantes pela comissão, que continua a ouvir testemunhas e a solicitar documentos no âmbito do inquérito parlamentar.