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  • “O que fará Trump? Proibir supermercados de comprar vinho espanhol?”, Augusto Santos Silva
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A terceira fase da Operação Compliance Zero, sob a égide do Supremo Tribunal Federal, revelou o desmantelamento de uma organização criminosa que operava como uma verdadeira milícia financeira a partir do Banco Master. O grupo é acusado de montar uma estrutura paralela para monitorizar, intimidar e corromper autoridades, visando proteger interesses económicos que já teriam causado um prejuízo estimado em 22 mil milhões de reais (aproximadamente 3,6 mil milhões de euros) ao sistema financeiro brasileiro.

André Mendonça

Daniel Vorcaro, o principal rosto do grupo, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, em São Paulo, após o ministro relator André Mendonça fundamentar a necessidade da prisão preventiva. A transferência ocorreu devido à falta de estrutura de custódia prolongada nas instalações da Polícia Federal. Mendonça sublinhou que a manutenção da liberdade de Vorcaro representava um risco imediato à ordem pública e à instrução criminal, dada a capacidade do banqueiro em “comprar pessoas” e manipular decisões no coração da República.

A investigação expôs diálogos aterradores que demonstram o desprezo do grupo pela liberdade de imprensa. Em mensagens intercetadas, Vorcaro ordenava agressões físicas violentas contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O banqueiro chegou a sugerir a simulação de um assalto para “partir todos os dentes” ao profissional e “dar-lhe um pau”, numa tentativa clara de silenciar as denúncias que o colunista vinha publicando sobre as irregularidades do banco.

Luiz Phillipi Mourão

Esta estrutura de coação contava com o braço operacional de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que recebia quantias astronómicas para realizar serviços de espionagem e neutralização de alvos. Após ser detido, Mourão tentou o suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi salvo por agentes que monitorizavam as câmaras e transportado para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece sob custódia e vigilância apertada, sendo o seu estado de saúde considerado um ponto sensível para o desenrolar das delações.

O caso provocou um sismo institucional em Brasília quando o ministro Dias Toffoli foi afastado da relatoria. Relatórios da Polícia Federal apontaram menções diretas ao nome de Toffoli e de pessoas do seu círculo íntimo em conversas de Vorcaro, sugerindo uma rede de influência que atingia o alto escalão de Brasília, incluindo diretores do Banco Central. Ao assumir o processo, o ministro André Mendonça foi enfático ao descrever a organização como uma entidade que utilizava o poderio financeiro para subverter órgãos reguladores e garantir a impunidade de um esquema de corrupção sistémica.

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