Nuno Morais Sarmento, de 65 anos, foi encontrado morto em sua casa este sábado, dia 7, em Lisboa.
Morais Sarmento destacou-se como uma das figuras mais influentes do PSD na viragem do século, combinando intervenção política com uma forte presença nos bastidores da estratégia governativa. Advogado de formação, iniciou o seu percurso político na década de 1990, afirmando-se rapidamente como um dos quadros mais próximos de Durão Barroso.
Eleito deputado à Assembleia da República, assumiu protagonismo no partido e ganhou visibilidade nacional quando integrou os XV e XVI governos constitucionais, respetivamente de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, de quem foi ministro da Presidência, entre 2002 e 2004, desempenhando um papel central na coordenação política do executivo e na articulação entre o Governo, o Parlamento e os media. Nesse período, tornou-se uma das figuras mais influentes do núcleo governativo liderado.
Após a saída de Barroso para presidir à Comissão Europeia, Morais Sarmento manteve presença ativa no PSD e continuou a intervir no debate político nacional, sendo frequentemente apontado como um dos dirigentes mais preparados da sua geração.
Com o passar dos anos, foi-se afastando da política ativa, regressando à advocacia e à atividade empresarial, tendo recentemente ocupado a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), cargo do qual se afastou por razões que foram justificadas como “pessoais”.
À família e amigos, o 24Horas endereça as mais sentidas condolências.