Uma descoberta feita no nordeste do Brasil revelou uma nova espécie de dinossauro gigante que viveu há cerca de 120 milhões de anos, durante o período Cretácico. Os fósseis foram encontrados na região de Davinópolis, no estado do Maranhão, e pertencem a um enorme saurópode – grupo de dinossauros herbívoros de pescoço longo que inclui alguns dos maiores animais que já viveram na Terra.
Entre os ossos encontrados pelos investigadores estão vértebras da cauda, costelas, ossos do antebraço, elementos da pelve e das pernas, além de um fémur com cerca de 1,5 metro de comprimento. A partir desse osso, os cientistas estimam que o animal poderia atingir cerca de 20 metros de comprimento, dimensão comparável à de dois autocarros alinhados.
A nova espécie recebeu o nome de Dasosaurus tocantinensis, numa referência à região onde os fósseis foram encontrados e ao rio Tocantins, que passa próximo do local da descoberta. O estudo que descreve o dinossauro foi desenvolvido por investigadores brasileiros e estrangeiros após anos de análise dos fósseis.
Outro detalhe importante revelado pelos cientistas é que o dinossauro brasileiro apresenta forte relação com uma espécie encontrada em Espanha, chamada Garumbatitan morellensis. Essa ligação reforça a teoria de que, há milhões de anos, partes da América do Sul, África e Europa estavam ligadas por rotas terrestres, permitindo a circulação de espécies entre os continentes.
Os fósseis começaram a ser identificados durante obras de infraestrutura na região e, após escavações e estudos mais aprofundados, os investigadores confirmaram tratar-se de uma espécie inédita, considerada uma das maiores já descobertas no Brasil.