A revelação sobre a alegada identidade de Banksy reacendeu o debate em torno do artista britânico, apontando Robin Gunningham — atualmente David Jones — como o nome por detrás das obras que há décadas intrigam o mundo e alimentam o mistério em torno da sua figura.
A identidade de Banksy voltou a ser notícia após uma investigação da Reuters identificar o artista como Robin Gunningham — que atualmente utiliza o nome legal de David Jones.
A agência seguiu pistas desde a vila ucraniana de Horenka até Londres e Nova Iorque, revelando detalhes sobre a forma como o artista mantém o anonimato há mais de duas décadas.
A Reuters destaca o mural que surgiu em 2022 numa vila bombardeada perto de Kiev, onde três indivíduos — incluindo um homem com próteses — foram vistos a executar a obra. A presença de Giles Duley, fotógrafo de guerra, e de Robert Del Naja, dos Massive Attack, reforça a ideia de que Banksy opera com uma rede de colaboradores. Gunningham, segundo a investigação, não entrou na Ucrânia.

O anonimato do artista é essencial para a narrativa de intervenção do mesmo. A mudança de nome para David Jones, um dos mais comuns no Reino Unido, terá sido decisiva para preservar a invisibilidade, permitindo-lhe circular sem ser reconhecido.
O artista envolve-se em causas humanitárias e políticas — desde o navio Louise Michel ao “Walled Off Hotel” em Belém — e o impacto cultural das suas obras, como a célebre “Girl with Balloon”, autodestruída em pleno leilão.
Especialistas citados pela imprensa defendem que o mistério em torno de Banksy é parte integrante do seu sucesso. A “caça ao tesouro” pela sua identidade mantém o interesse público e reforça a aura subversiva que caracteriza o artista.