Frase do dia

  • “Fiz este filme para os meus filhos, para lhes pedir desculpa pela porcaria que estamos a deixar neste mundo que lhes estamos a entregar”, Paul Thomas Anderson, realizador de 'Batalha Atrás de Batalha
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O Governo do Chile deu início, esta segunda-feira, à construção de barreiras físicas e ao reforço da vigilância nas suas fronteiras a norte, delimitando a passagem com o Peru e a Bolívia. A medida, que visa travar o fluxo crescente de imigração irregular e combater o crime transnacional, marca uma nova fase na política de segurança interna do país andino.

As estruturas, que incluem valas reforçadas e vedações em pontos estratégicos do deserto de Atacama, surgem após meses de pressão política e social sobre o executivo chileno. Segundo as autoridades de Santiago, o objetivo principal é canalizar o movimento de pessoas para os postos de controlo oficiais, onde a identificação e a triagem podem ser realizadas de forma rigorosa.

A região fronteiriça tem sido palco de uma crise humanitária persistente, com milhares de migrantes a atravessarem zonas geograficamente perigosas para alcançar solo chileno. Além da questão migratória, o reforço militarizado nas fronteiras pretende asfixiar as rotas utilizadas pelo tráfico de droga e de armas, problemas que têm dominado a agenda pública no Chile nos últimos meses.

Embora a medida conte com o apoio de vastos setores da população local, organizações de direitos humanos já expressaram preocupação com o possível aumento da vulnerabilidade dos migrantes, que poderão ser empurrados para rotas ainda mais arriscadas e inóspitas. O governo chileno assegura, no entanto, que a soberania nacional e a ordem pública são as prioridades absolutas desta intervenção.

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