Tudor Costandoi – nome pela qual gosta de ser chamado – decidiu dar a volta a Portugal ao volante de um APE 50, um triciclo, mais conhecido pelos nomes populares, ‘papa-reformas ou mata-velhos’. A viagem transformou-se num fenómeno inesperado nas estradas portuguesas.
O jovem de 29 anos conquistou a atenção dos populares, enquanto enfrenta buracos, mau tempo e a surpresa de ver a sua jornada tornar-se viral nas redes sociais. Depois de mais de uma semana na estrada, Tudor conta ao 24Horas como está a ser a experiência e a recepção das pessoas.
“A ideia surgiu quando fui a casa de um amigo e vi o APE 50. Como gosto muito de viajar, juntei as duas coisas. Assim, surgiu a ideia de querer dar a volta a Portugal, principalmente porque é um triciclo excelente e bonito. Foi um pouco à ‘maluqueira'”, começou por explicar.
A viagem de Tudor começou no dia 10 de março. Saiu de Pinhal Novo – local onde reside – e, de momento, já passou pelo Porto e Chaves. O objetivo é regressar a Pinhal Novo, assim que completar a volta completa ao país.
“Não conheço ninguém que tenha feito uma viagem assim, mas conheço pessoas que gostavam de o fazer, mas acabam por não o concretizar. Já eu não penso duas vezes e senti que tinha de acontecer”, relata.
Crédito: @TudorCostandoi/Facebook
Na estrada, o jovem explica que os principais desafios estão nas condições da via: “A estrada está, por vezes, com buracos e acaba por abanar o veículo. Mesmo andando a 25 km/h, ele abana por todo o lado facilmente e pode tombar.”
O que Tudor não esperava era a recepção em larga escala entre o povo: “Toda a gente apita por onde passo e conhecem-me. Facilmente distraio-me. Não esperava nada disto. Sou um líder de viagem, partilho as minhas jornadas e decidi mostrar, com as redes sociais, esta aventura. Não esperava que chegasse a tantas pessoas, pois tinha expectativas muito baixas.”
Sobre se o veículo vai aguentar, o mesmo acredita que sim: “É possível acabar a viagem, já tenho 650 quilómetros feitos. O grande problema é as subidas (risos). Se forem muito íngremes, durante muito tempo, tenho de fazer várias pausas.”