O Banco de Portugal vai pagar a Mário Centeno, de 59 anos, uma pensão de reforma de cerca de 10 mil euros brutos por mês, na sequência da sua saída da instituição.
Segundo o Correio da Manhã, o valor é “ligeiramente inferior” à pensão a que o antigo governador teria direito caso permanecesse no banco central até atingir a idade limite, podendo trabalhar até aos 70 anos. Ainda assim, trata-se também de um montante abaixo do salário que auferia mais recentemente como consultor do conselho de administração, estimado em cerca de 15 mil euros mensais.
A reforma será assegurada pelo fundo de pensões do Banco de Portugal e resulta de um acordo entre Centeno e a instituição, enquadrado no regime aplicável aos trabalhadores admitidos até março de 2009.
Em declarações ao Diário de Notícias, Mário Centeno sublinhou que a reforma antecipada está “longe de representar um ganho financeiro”, classificando a decisão como uma escolha pessoal orientada para uma maior liberdade futura.
O antigo ministro das Finanças socialista admite agora várias possibilidades para o futuro, incluindo o regresso à atividade académica, nos EUA, ou até à vida política.