Mais de três mil pessoas já assinaram uma petição que pede a recondução de Rita Rato (43 anos) à frente do Museu do Aljube. O afastamento foi considerado “um ato político agressivo”, devido à ex-deputada alentejana pertencer ao Partido Comunista Português.
Os signatários dirigem-se ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (55), e ao presidente do Conselho de Administração da EGEAC, Pedro Moreira (50), para os acusar de “limpeza ideológica”, exigindo explicações públicas sobre as razões para ação “infundada”.

Além do documento, o fim do mandato de Rita Rato já motivou uma carta aberta, divulgada na segunda-feira (16), que junta 400 pessoas, sobretudo personalidades da área da cultura.
Entretanto, o grupo municipal do PCP em Lisboa requereu um debate de urgência sobre a EGEAC e a política cultural para Lisboa, que foi agendado para terça-feira, dia 24, às 15:00, no Fórum Lisboa.
A empresa municipal EGEAC-Lisboa Cultura, responsável pela gestão cultural em Lisboa, comunicou, no dia 13, que Rita Rato não seria reconduzida no cargo de diretora do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, terminando o seu mandato no final deste mês.