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  • “Aos 16 anos, os jovens já sabem que querem mudar de sexo”, Miguel Sousa Tavares
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Henrique Gouveia e Melo, de 65 anos, analisou a guerra no Médio Oriente e deixou críticas à forma como a situação tem sido conduzida pelos EUA e Israel, alertando para possíveis consequências à escala global. Em declarações à CNN Portugal, o antigo chefe do Estado-Maior da Armada considerou que houve falhas logo na definição da estratégia.

“Julgo que esta operação tem logo um erro de início: não foi calculado qual foi o objetivo político, onde é que ela devia parar e o que é que se devia alcançar. Ou se esse objetivo político era, sequer, exequível”, afirmou. O almirante criticou ainda a forma como foi avaliada a reação do Irão, sublinhando que o conflito poderá ter impactos profundos, sobretudo na economia europeia e chinesa: “Pensar que o Irão se iria comportar como a Venezuela, perante a deposição do líder, é de alguma infantilidade na análise.”

Para o antigo candidato à Presidência da República, esta crise pode estar inserida num contexto mais amplo de mudança geopolítica. “Eventualmente, por detrás disto, está aqui um realinhamento da ordem internacional, também”, disse, acrescentando que países como os Estados Unidos e a Federação Russa poderão estar em melhor posição para lidar com os efeitos energéticos. O almirante considerou também que “não há nenhuma legitimidade nesta ofensiva”, questionando o recurso a uma guerra preventiva.

Sobre o papel de Portugal, nomeadamente no que diz respeito à Base das Lajes, nos Açores, Gouveia e Melo defendeu prudência nas decisões estratégicas. “Na cena internacional, nós não falamos só de ética e de moral, falamos também de interesses dos países”, referiu, alertando que “devemos gerir com pinças qual é a função, neste momento, do arquipélago dos Açores”, com um aviso: “Não aconselho nada, por exemplo, neste momento, estabelecerem-se conversações para renegociar qualquer coisa relativamente aos Açores.”

Relativamente ao estreito de Ormuz, o ex-militar admitiu que uma intervenção poderia desbloquear a situação, mas com grandes dificuldades. “Uma operação militar pode ter essa capacidade”, mas “é uma possibilidade difícil de concretizar”, explicou, acrescentando que o impacto psicológico pode ser determinante: “Com poucos meios, consegue-se criar um efeito psicológico que pode, depois, resultar verdadeiramente num bloqueio.”

Já sobre o envio de militares norte-americanos para a região, Gouveia e Melo mostrou-se cético quanto à sua eficácia. “Para já, não vão fazer nada”, afirmou, defendendo que “não são certamente 2.500 marines que vão resolver o problema”, tendo em conta a dimensão e capacidade do Irão. No seu entendimento, por isso, “é muito difícil conseguir uma passagem segura num momento de conflito”, sobretudo perante a determinação iraniana em impedir essa circulação.

Crédito: CNN Portugal

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