A greve na Função Pública, que está a afetar o nosso País nesta segunda-feira, dia 23, está a registar uma adesão a rondar os 80%, com maior impacto nos setores da Educação e da Saúde, segundo afirmou o presidente da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP), Mário Rui, à agência Lusa.
A paralisação, convocada pela FESINAP, teve início à meia-noite e prolonga-se até às 23:59, abrangendo trabalhadores da administração central, regional e local.
“No setor da Educação, a adesão está nos 90% no continente. A maioria das escolas encerrou e as que estão abertas agora de manhã deverão encerrar na parte da tarde, por falta de trabalhadores”, acrescentou o dirigente sindical.
Também na área da Saúde se registam fortes constrangimentos, com uma participação próxima dos 80%, afetando o funcionamento de hospitais e unidades locais de saúde, embora estejam assegurados serviços mínimos.
A greve estará a ter ainda impacto noutros organismos do Estado, como o Instituto dos Registos e do Notariado, a Segurança Social ou serviços ligados à Justiça e Migrações.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores, recorde-se, estão a revisão do sistema de avaliação de desempenho (SIADAP), considerado “injusto” pelos sindicatos, o reforço das contratações, sobretudo na Saúde, e a criação de novas carreiras, nomeadamente na área da Educação.
Os dados relativos à adesão nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira ainda estão a ser apurados, embora as estruturas sindicais indiquem que a participação também é significativa.
A federação sindical pretende agora ser recebida pelo governo para apresentar propostas e integrar as negociações relativas à valorização dos trabalhadores da Administração Pública.