Teerão apresentou formalmente as suas exigências para o cessar das hostilidades na região, marcando uma posição de confronto direto com a diplomacia de Washington. O governo iraniano rejeitou categoricamente a proposta de paz de 15 pontos submetida pelos Estados Unidos, afirmando que não permitirá que a Casa Branca dite o calendário ou os termos do fim do conflito.
As prioridades de Teerão centram-se em cinco eixos fundamentais: o fim imediato das agressões militares, garantias “concretas” de segurança contra futuros ataques ao seu território, a exigência de reparações económicas totais pelos danos sofridos, o reconhecimento da sua soberania plena sobre o Estreito de Ormuz, propondo um novo regime legal para esta rota marítima vital, e, por fim, o executivo iraniano condiciona a paz à cessação das ofensivas dos EUA e de Israel contra os seus aliados regionais.
No terreno, a retórica diplomática tem sido acompanhada por um agravamento da tensão, com o Irão a intensificar as operações militares na região como demonstração de força perante a mediação internacional.