Pelo menos 26 pessoas morreram na cidade de Isfahan, no centro do Irão, na sequência de um bombardeamento que atingiu uma zona habitacional, esta sexta-feira, dia 27.
De acordo com as autoridades locais, citadas pela agência Tasnim, o alvo foi o bairro de Haftun, uma área maioritariamente operária. Entre as vítimas mortais contam-se sete crianças. “Como se trata de uma zona operária, os mártires são trabalhadores que lá vivem”, referiram as mesmas fontes.
Nas últimas horas, terão ocorrido outros dois ataques em zonas residenciais – Ziyar e Apadana –, também em Isfahan, embora sem registo de vítimas. As autoridades iranianas responsabilizam “o inimigo americano-sionista” pelas ofensivas.
O agravamento do conflito parece iminente. Israel anunciou que pretende “intensificar e expandir as operações militares”, deixando ainda ameaças de novos ataques dirigidos a altos responsáveis iranianos.
Entretanto, Teerão respondeu contra o território israelita, bases norte-americanas e infraestruturas noutros países da região. O Irão avançou ainda com o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte global de petróleo e gás natural.
Segundo um balanço recente das autoridades iranianas, a ofensiva já provocou mais de 1500 mortos, incluindo figuras de topo do regime, como o líder supremo Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e os ministros Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib.