Frase do dia

  • “Já fui para o hospital várias vezes. Depois percebi que era ansiedade”, Joana Marques
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O banco fundado por João Rendeiro, a par da crise financeira que abalou as maiores instituições bancárias internacionais, também se pôs a jeito para ficar sob escombros. As contas, apesar de certificadas pela Deloitte, não incluíam as garantias de capital que o banco prestava aos clientes. 

Os dias difíceis do BPP começaram em setembro de 2008.  No dia 15, a queda do gigante Lehman Brothers foi a ignição para uma das maiores crises financeiras mundiais da história. A chamada ‘zona Euro’ – e Portugal por tabela – não ficou imune.  Os resgates da banca em apuros ascenderam por esta Europa fora a milhares de milhões de euros – um susto…

Os números do Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia, não mentem. A Espanha, com 74,3 mil milhões de euros, a Irlanda, com 49,7 mil milhões de euros e a Alemanha, com 30,6 mil milhões de euros de resgates no setor financeiro, estiveram bem piores do que Portugal. No caso português, ainda segundo o Eurostat, o total de resgates no setor financeiro ascendeu a 23 mil milhões de euros. Mas o BPP não levou nada – nem raspas!

Um banco que geria um património de 3 mil milhões

Já não bastava ao BPP o tsunami de setembro de 2008 provocado pela queda do Lehman Brothers. Ainda foi abalado, em novembro, pela agência de notação Moody’s, que lhe baixou o ‘rating’ para o nível de lixo.

O BPP contava com cerca de três mil clientes e geria um património à roda dos três mil milhões de euros.  Oferecia aos clientes três tipos de investimento: com retorno garantido; com retorno relativo; e por último, o de alto risco. O banco apostara nos investimentos em participações financeiras – e estava altamente dependente dos mercados de capitais. Todo o dinheiro confiado pelos clientes foi aplicado até ao último cêntimo. O problema foi que essas carteiras de investimento ficaram fortemente desvalorizadas em resultado da crise.

A contabilidade era o espelho de uma certa ousadia na gestão. Ninguém reparou na imprudência – nem a supervisão do Banco de Portugal, muito menos a consultora Deloitte, que certificava as contas sem reparos de maior. As garantias de capital que o banco prestava aos clientes não eram contabilizadas. Se tivessem sido provisionadas, percebia-se que o banco, mesmo antes da crise, precisava de um aumento de capital. Uma vez que ficaram de fora da contabilidade, os níveis de solvabilidade eram elevados. O banco era seguro, que é como quem diz artificialmente seguro.

Supervisão escapa, Deloitte aguarda…

Descontentes, com o banco a dar as últimas, um grupo de acionistas e credores, entre eles, Jaime Antunes, avançou para os tribunais contra o Banco de Portugal, por negligência na supervisão, e também contra a Deloitte, a quem acusaram de negligência na auditoria às contas.

O processo contra o Banco de Portugal foi julgado ainda em 2018, no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. Quatro anos depois do julgamento, finalmente saiu a sentença a absolver a supervisão. Os autores recorreram para o Supremo Tribunal Administrativo, aguardando ainda hoje pela decisão.

Em janeiro de 2013, credores e acionistas resolveram avançar também contra a Deloitte. Reclamam da consultora 54 milhões de euros. O julgamento da Delloite foi confirmado na última audiência prévia no Juízo Central Cível de Lisboa, em outubro de 2024, na qual a juíza ainda tentou sem êxito uma conciliação entre as partes O julgamento deve arrancar ainda este ano.

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