Frase do dia

  • “Já fui para o hospital várias vezes. Depois percebi que era ansiedade”, Joana Marques
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O ex-deputado Ricardo Gonçalves criticou a decisão de rejeição da sua lista à Comissão Nacional do Partido Socialista, sublinhando que o processo foi legal e que a exclusão se deveu a um erro técnico de impressão.

“Nós protestámos a rejeição da nossa lista quando a lista estava toda legal”, afirmou em exclusivo ao 24Horas, acrescentando que o PS “tem a mania de fazer listas únicas numa atitude muito pouco democrática, em que é o aparelho que indica os nomes”. Segundo o ex-deputado, o formato de listas únicas prejudica o debate interno e a participação dos militantes.

Ricardo Gonçalves explicou que a sua lista estava completa, com 251 membros, mas apenas a primeira folha com sete nomes foi entregue, devido a uma falha na impressora. “Entregámos a folha de rosto, que era a primeira folha com sete nomes, mas nós tínhamos 25 páginas de nomes”, disse, garantindo que todas as declarações de aceitação e assinaturas de delegados foram apresentadas.

O ex-deputado acusou ainda a direção do partido de ter agido com má vontade: “Havia má vontade contra a nossa lista, porque a outra lista estava feita por ordem alfabética e depois tinham de mudar… Fizeram tudo para nos arrumar com a lista.” Ricardo Gonçalves criticou a falta de pluralidade nas listas do PS, destacando que partidos como o PSD chegam a apresentar várias listas para os seus órgãos nacionais.

“O partido devia ter uma lista, duas listas, três listas, quatro listas, nunca uma lista só”, defendeu o militante socialista, frisando que a Comissão Nacional com 250 elementos e outros órgãos não são funcionais, o que limita a democracia interna e a representatividade dos militantes.

A lista encabeçada por Inês de Medeiros foi a única aceite, sob a supervisão de Carlos César, presidente do partido, e a situação levou à impugnação dos atos eleitorais por parte do grupo liderado por Ricardo Gonçalves.

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