Os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) começaram esta terça-feira, dia 31, uma greve às tarefas administrativas, sem data para terminar. Estão a protestar para exigir que sejam aplicadas totalmente as regras que definem como devem atuar no socorro às pessoas.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, disse à Lusa que o sindicato recebeu “vários pedidos de esclarecimento” de colegas sobre os serviços mínimos que deviam ser assegurados, deixando “antever que a adesão é de praticamente 100%”.
Rui Lázaro explicou ainda que “os registos administrativos que não fazem parte dos serviços mínimos impostos pelo Tribunal Arbitral, nem tão pouco daqueles que nós nos tínhamos comprometido a dar cumprimento, vão ser praticamente, integralmente, cumpridos, começando a causar algum transtorno organizacional à administração do INEM”.
Sobre os transtornos que isso possa provocar à população, o líder sindical revela que “não é expectável que os cidadãos sintam estes transtornos”. Será a nível de organização que a greve deverá fazer-se sentir: “Já ao nível da organização do INEM, aqui sim, passa a haver bastante menos registos administrativos, o que vai, por exemplo, impossibilitar ou dificultar a recolha de dados estatísticos para a realização de estudos. É fundamentalmente o que se espera.”
Rui Lázaro estranhou ainda o facto do Governo ainda não ter tentado negociar o cancelamento e agora o fim da greve, ainda para mais quando “está em cima da mesa avançar para outras ações reivindicativas que, estas sim, podem vir a ter consequências na atividade normal do INEM”.
O presidente da STEPH referiu ainda que, depois de ter sido enviado o pré-aviso de greve, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, falou com o sindicato para informar que o presidente do INEM, Luís Cabral, iria contactá-lo para “dar resposta aos compromissos que estão em falha por parte do Sr. presidente do INEM”.