Um incidente com um cigarro eletrónico obrigou um avião da TAP a regressar ao ponto de partida pouco depois de levantar voo, evitando uma possível tragédia.
O caso remonta a 8 de fevereiro, num voo que fazia a ligação entre Gatwick, no Reino Unido, e o Porto. O dispositivo, que estava guardado numa mala de cabine, entrou em combustão dentro do compartimento superior, e começou a deitar fumo no dentro da aeronave. A rápida intervenção da tripulação foi determinante para controlar o incidente, apesar de alguns passageiros terem dificultado o acesso ao local ao bloquearem o corredor.
De acordo com o relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação a Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF), o problema surgiu pouco depois da descolagem. A tripulação de cabine detetou o cheiro a queimado ainda numa fase inicial do voo: “Antes de atingir os 10000 pés (3000 mil metros), a tripulação de cabine localizada na traseira da aeronave, detetou um forte cheiro a queimado e informou imediatamente o chefe de cabine.”
Após o alerta, foram tomadas medidas imediatas: “Este deu indicações para contactarem o cockpit e reforçou a tripulação de cabine para a zona do evento. Nesta fase, doze passageiros levantaram-se e obstruíram o corredor.”.
A origem do problema foi rapidamente localizada numa bagagem de mão: “Após identificada uma bagagem de mão numa bagageira superior em fogo, a tripulação de cabine utilizou um extintor de cabine e rapidamente extinguiu as chamas e o fumo dissipou. A aeronave regressou a Gatwick, tendo aterrado em segurança cerca de 14 minutos depois da descolagem. A equipa de combate a incêndios inspecionou a zona afetada e a bagagem de mão foi retirada para uma avaliação adicional.”