O concelho de Cascais mantém-se entre os territórios mais seguros da Área Metropolitana de Lisboa (AML), apresentando indicadores de criminalidade inferiores à média regional e posicionando-se na metade inferior do ranking quando analisada a taxa por mil habitantes.
De acordo com os dados mais recentes do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, Cascais regista uma taxa de criminalidade de cerca de 27,7 ocorrências por mil habitantes, o que o coloca significativamente abaixo de concelhos como Lisboa (60,2), Montijo ou Barreiro, e mesmo abaixo de territórios densamente povoados como Loures ou Amadora. Este posicionamento traduz um nível de segurança relativamente elevado no contexto metropolitano.
Apesar de o número absoluto de participações criminais ser relevante — mais de 5 mil 900 ocorrências, este valor deve ser contextualizado pela dimensão populacional do concelho, o que explica a sua posição mais favorável no ranking. No conjunto da AML, Cascais surge apenas na 16.ª posição em termos de taxa de criminalidade, ficando longe dos territórios com maior pressão criminal.
O enquadramento nacional confirma esta leitura. O RASI 2025 indica que, embora a criminalidade geral tenha aumentado 3,1% em Portugal, tal crescimento está fortemente associado ao reforço da atividade policial e à maior capacidade de deteção, não significando necessariamente um agravamento estrutural da insegurança.
Uma política de segurança eficaz
No caso específico de Cascais, os dados sugerem uma realidade de criminalidade sobretudo não violenta e mais associada a contextos urbanos e turísticos, com menor incidência de criminalidade grave quando comparada com outros municípios da AML.
Este desempenho está diretamente ligado à estratégia adotada pela Câmara Municipal ao longo dos últimos anos. O investimento em segurança tem sido consistente e assente em três eixos principais: reforço da videovigilância, policiamento de proximidade e articulação com forças de segurança. A aposta em tecnologia — nomeadamente sistemas inteligentes de monitorização — e em programas de prevenção comunitária tem contribuído para reduzir fatores de risco e aumentar a perceção de segurança entre residentes e visitantes.
Em termos práticos, o que estes dados mostram é simples: Cascais não é apenas um concelho com bons indicadores estatísticos — é um território onde a política pública de segurança tem impacto mensurável. Ainda assim, convém não cair na complacência. O aumento global da criminalidade no país e a pressão associada ao turismo exigem continuidade no investimento e adaptação permanente das estratégias.
Em suma, no quadro da Área Metropolitana de Lisboa, Cascais afirma-se como um dos concelhos mais seguros, resultado de uma combinação entre contexto socioeconómico favorável e uma política municipal ativa e consistente na área da segurança.