O Metropolitano de Lisboa lançou uma iniciativa cultural que leva a obra de Luís de Camões para o dia a dia dos seus passageiros. No âmbito das Comemorações do V Centenário do seu nascimento, três estações (Parque, Alto dos Moinhos e Entre Campos) acolhem excertos do poeta.
Através de intervenções artísticas distribuídas por várias paredes das estações, os versos de Camões surgem como parte do ambiente do metro, transformando os trajetos diários em momentos de encontro com a literatura.
A iniciativa destaca ainda a relação simbólica entre Camões e o próprio conceito de viagem. Tal como ‘Os Lusíadas’ narram a epopeia dos descobrimentos portugueses, também o metro representa um movimento constante de partidas e chegadas, de percursos que ligam pessoas e lugares. Assim, cada deslocação torna-se uma experiência de descoberta, onde a cidade e a poesia se cruzam.
Os painéis expostos incluem excertos de ‘Os Lusíadas’ e da lírica camoniana, selecionados pelo Comissário-Geral das Comemorações, José Augusto Cardoso Bernardes. Entre os versos presentes encontram-se reflexões sobre o tempo, a memória e a condição humana, como “Cantando espalharei por toda a parte, se tanto me ajudar o engenho e arte” ou “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puros viste”.




