Frase do dia

  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
Search

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi detido pela Polícia Federal, no Brasil, nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, no âmbito da quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que terá rendido ao executivo cerca de 146 milhões de reais em subornos, através de bens imobiliários, em troca de facilitar negócios com o Banco Master.

As autoridades procuram agora determinar se houve falhas graves de controlo, decisões financeiras imprudentes e eventuais ilícitos na condução de negócios do banco.

Com uma carreira consolidada no setor bancário, Paulo Henrique Costa passou por instituições como a Caixa Económica Federal antes de assumir a presidência do BRB, em 2019. Durante o seu mandato, apostou na expansão da instituição para além de Brasília, incluindo projetos com ambição internacional.

Foi nesse contexto que o BRB se aproximou da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, numa parceria que acabaria por se tornar um dos episódios mais controversos da sua gestão. Em 2023, foi firmado um acordo para a criação da BRB Loterias, com 50,1% do capital detido pelo banco brasileiro e 49,9% pela instituição portuguesa, prevendo um investimento de cerca de 14 milhões de euros.

A operação estava ligada à entrada da Santa Casa no mercado brasileiro através da MCE Intermediações em Negócios, empresa do setor das chamadas “capitais de prémios”, que já era alvo de investigações por suspeitas de fraude e irregularidades fiscais.

O negócio levantou dúvidas quase imediatas. O Tribunal de Contas do Distrito Federal considerou a operação de risco elevado e abriu uma investigação sob sigilo. Ao mesmo tempo, surgiram questionamentos sobre o modelo financeiro adotado, incluindo o registo antecipado de receitas por parte do BRB que ainda não tinham sido efetivamente recebidas.

Perante o aumento do risco e da pressão institucional, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa acabou por recuar e cancelar a parceria, evitando um investimento milionário que poderia resultar em perdas significativas.

As polémicas envolvendo a atuação da instituição portuguesa no Brasil não se ficaram por aí. Em 2024, uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado brasileiro passou a analisar possíveis ligações entre operações associadas à Santa Casa e o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do país. As investigações apontavam para indícios de pressões, tentativas de infiltração ou contactos indiretos no setor das apostas e lotarias.

Ao mesmo tempo, auditorias internas e investigações revelaram prejuízos elevados nas operações da Santa Casa no Brasil, o que levou a mudanças na direção da instituição e reforçou o escrutínio sobre a sua estratégia de internacionalização.

Este conjunto de episódios ganha agora nova relevância com a detenção de Paulo Henrique Costa, uma vez que foi durante a sua gestão que o BRB estabeleceu estas ligações internacionais. Embora o foco atual das autoridades esteja centrado no caso Banco Master, o histórico de decisões e parcerias — incluindo a tentativa de expansão com a Santa Casa de Lisboa — reforça as dúvidas sobre a condução do banco nesse período.

A investigação continua e poderá ainda revelar novos desenvolvimentos, num processo que cruza sistema financeiro, política e possíveis ramificações internacionais.

Recomendado para si