A 3cket é considerada umas das startups mais vibrantes do panorama tecnológico português e tudo começou com um trabalho na Universidade Nova de Lisboa. O projeto vai mais além do que uma plataforma de venda de bilhetes: a ideia é deixar a carteira em casa e poder aproveitar o evento só com um telemóvel.
Filipe Brígida, Nuno Coelho, Ricardo Pereira e Tiago Marques preparavam-se para organizar uma conferência académica sobre gestão de informação, quando perceberam que não existia nenhum espaço que reunisse a capacidade de juntar detalhes e gerir um evento, desde da entrada até ao consumo de comida e bebida.
Desde que foi criada em 2017, a 3cket já foi utilizada em quase dois mil eventos em todo o País, incluindo em ativações de marcas em festivais. Contudo, com a chegada da pandemia, foi necessário pensar mais além: assim, o sistema passou a permitir aos promotores criarem bolhas de segurança e a gerir os fluxos de entradas e saídas da melhor forma, nomeadamente através de pedidos de comida e bebida online.
A 3cket apostou também numa solução que permite aos promotores de eventos aumentarem a audiência através da transmissão online e de ferramentas de interação digital. De momento, opera com o Boom Festival, Lota Sunset, We Love Party, festas universitárias e muito mais.
A equipa, hoje com cerca de 20 pessoas, sustenta um ritmo de expansão superior a 40% ao ano e uma faturação que já ultrapassa os dois milhões de euros, tudo alcançado sem recorrer a investimento externo.
Agora, aparentemente com o mercado português solidificado, a empresa volta o olhar para fora. Espanha surge como o primeiro destino natural, com a expectativa de representar 10% da faturação já no próximo ano. A ambição é clara: transformar um projeto nascido numa sala de aula numa referência ibérica na gestão digital de eventos.