Depois de, no final de março, ter abandonado em definitivo os Açores – onde assegurava cerca de 100 mil passageiros por ano nas ligações a Ponta Delgada e Terceira – a Ryanair anunciou agora o encerramento da sua base em Berlim, com efeitos a partir de 24 de outubro.
A saída da região autónoma portuguesa foi justificada, na altura, com o peso das taxas aeroportuárias e da fiscalidade ambiental europeia, deixando um vazio que ainda está por preencher. Agora, a companhia liderada por Michael O’Leary volta a apontar baterias às condições do mercado, desta vez na capital alemã.
Em comunicado, critica o aumento das taxas no aeroporto local, que deverão crescer cerca de 10% entre 2027 e 2029, sublinhando que já tinham subido 50% desde a pandemia, apesar da quebra no tráfego aéreo. “A política aeronáutica alemã falhou aos seus cidadãos, uma vez que se baseia em impostos elevados sobre a aviação e em custos aeroportuários excessivos para combater uma ineficiência sem solução”, refere.
Com o encerramento da base em Berlim, a Ryanair vai cortar para metade os voos durante o inverno e retirar os sete aviões atualmente estacionados na cidade, redistribuindo-os por aeroportos considerados mais competitivos. Entre os destinos escolhidos estão países que eliminaram taxas de aviação, como Suécia, Eslováquia, Albânia e Itália.
A empresa garante ainda que vai iniciar em breve negociações com os trabalhadores afetados, que poderão ser transferidos para outras bases da rede europeia.