José Luís Carneiro, de 54 anos, usou este sábado, dia 25, a tribuna da Assembleia da República para defender que o legado de Abril “continua atual nos desafios de hoje”, num discurso em que ligou a memória da ditadura aos problemas do presente, da desigualdade ao acesso à saúde, passando pelo crescimento do populismo.
Na sessão solene dos 52 anos do 25 de Abril, o secretário-geral do PS recordou as “famílias que choraram as partidas” de quem emigrou durante o Estado Novo e a “guia de marcha para combater numa Guerra Colonial perdida, injusta e sem sentido”.
Na intervenção, Carneiro evocou também o papel de figuras socialistas como Mário Soares, Jaime Gama e António Guterres na integração europeia e na afirmação do multilateralismo, avisando que “sempre que damos uma mão à guerra também faremos parte das suas vítimas”. O líder socialista pediu que a Constituição passe a ser estudada na disciplina de Cidadania, sustentando que “só assim poderemos combater a demagogia e o populismo que minam a democracia portuguesa”.
O socialista aproveitou ainda o discurso para criticar o pacote laboral e condenar ataques a imigrantes, que classificou como essenciais à economia portuguesa, procurando atualizar a mensagem de Abril para o debate político e social de 2026.