André Ventura voltou a atacar o regime saído da Revolução dos Cravos, este sábado, na sessão solene dos 52 anos do 25 de Abril, para criticar a corrupção, a degradação dos serviços públicos e a situação económica do País.
O líder do Chega, de 43 anos, sustentou que os portugueses estão hoje mais preocupados com “o preço dos alimentos” e com a falta de resposta do Estado do que com a celebração da data, procurando transformar a tribuna parlamentar numa acusação ao funcionamento da democracia portuguesa.
“Portugal viveu um período crítico no qual a verdade oficial era comunista, o caminho obrigatório era para o socialismo e os donos do regime queriam impedir o livre exercício da vontade popular.”
A intervenção voltou também a gerar contestação nas galerias. Imagens divulgadas por órgãos de comunicação social mostraram antigos deputados constituintes a abandonar o espaço durante o discurso de Ventura, num gesto de protesto político semelhante ao que já acontecera na sessão dos 50 anos da Constituição.
Na reta final, o líder do Chega afirmou que “há pessoas que não querem mais cravos nem festas, querem, de uma vez por todas, voz”, acrescentando que “nós vamos ser essa voz”: “Portugal é todos os dias” e “os portugueses querem de nós que batalhemos todos os dias por eles”.