O triatleta português Vasco Vilaça, de 26 anos, alcançou este sábado, dia 25, um marco inédito na sua carreira ao vencer, pela primeira vez, uma etapa do Campeonato do Mundo de triatlo, disputada em Samarcanda, no Uzbequistão.
A prova, que marcou o arranque da edição de 2026, ficou concluída em 1h43.33, com Vilaça a superiorizar-se ao alemão Henry Graf, que terminou a quatro segundos, e ao canadiano Charles Paquet, que fechou o pódio a oito segundos. No final, o português não escondeu a emoção: “Estava à espera desta vitória há muito tempo. Já tive provas em que estive em excelente forma e nunca consegui, mas hoje, embora tenha sofrido bastante, dei o meu melhor”.
As elevadas temperaturas fizeram-se sentir ao longo da competição e foram um dos maiores obstáculos enfrentados pelo atleta. “Estava a sofrer bastante e a lutar contra a temperatura. Tentei chegar à frente do grupo de ciclismo, o que foi muito difícil, mas dei o meu melhor”, explicou. Foi já no segmento final, durante os 10 quilómetros de corrida, que assumiu a liderança, embora sob constante pressão dos adversários.
“O Henry estava a fazer uma corrida muito forte e a puxar por mim. Na primeira e segunda voltas tentei chegar à frente, mas depois comecei a ficar muito cansado. No final, quase fechei os olhos e dei tudo o que tinha”, acrescentou Vilaça, que em 2025 tinha terminado o Mundial no terceiro lugar.
Este triunfo ganha ainda maior relevância por pôr fim a um longo período sem vitórias portuguesas em etapas do circuito mundial, algo que não acontecia desde 2012, quando João Silva venceu em Yokohama.
Na mesma prova, Ricardo Batista terminou na oitava posição, enquanto Miguel Tiago Silva foi 12.º e João Nuno Batista fechou o top 20. Já na competição feminina, Maria Tomé alcançou o 14.º lugar, igualando um dos melhores registos nacionais neste tipo de provas.