Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi acusado pelas autoridades federais norte-americanas de tentar assassinar Donald Trump no ataque ocorrido no domingo, em Washington, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, e pode enfrentar pena máxima de prisão perpétua, se vier a ser condenado pela principal acusação. O suspeito compareceu em tribunal já esta segunda-feira, dia 28, depois de o Departamento de Justiça formalizar três crimes no processo.
Segundo a acusação, Allen responde por tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, transporte interestadual de arma de fogo para cometer um crime e disparo de arma durante um crime violento. De acordo com Todd Blanche, procurador-geral interino, a moldura penal é particularmente pesada: a acusação de tentativa de assassínio do presidente pode valer prisão perpétua, enquanto o crime de disparo de arma em contexto de crime violento prevê uma pena mínima obrigatória de 10 anos, acrescida a qualquer outra condenação.
A investigação sustenta que o alegado atirador viajou da Califórnia para Washington e tentou romper um controlo de segurança no hotel onde decorria o jantar, transportando pelo menos duas armas de fogo. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no peito, mas sobreviveu graças ao colete antibalas. As autoridades consideram que Trump era o alvo provável da ação, num caso que voltou a expor os riscos de violência política nos Estados Unidos.
O caso pode ainda agravar-se do ponto de vista judicial. O Departamento de Justiça já sinalizou que novas acusações deverão ser acrescentadas à medida que a investigação avance, o que indica que o enquadramento criminal do ataque ainda não está fechado. Para já, Allen permanece detido, sem direito imediato a libertação, enquanto prossegue a recolha de prova sobre motivação, planeamento e eventuais outras infrações associadas ao atentado falhado.